Montadoras saindo do Brasil

Montadoras saindo do Brasil

Com o agravamento dos desafios gerados pela pandemia da COVID-19, pudemos notar algumas montadoras saindo do Brasil. Confira quais foram e os impactos dessas decisões.

Montadoras saindo do Brasil   – saiba quais são:

A primeira a anunciar o encerramento da fabricação de veículos em terras brasileiras foi a Ford. Dessa forma, a empresa cessa suas ações em três fábricas: de Taubaté – São Paulo, Camaçari – Bahia e Horizonte – Ceará.

Nesse sentido, a Ford deve atuar com importados. Assim, vai comercializar produtos da Argentina, Uruguai, China e EUA. Essa saída custou pelo menos 5.000 empregos diretos.

Depois disso, a alemã Mercedes-Benz também anunciou decisão de que uma de suas unidades estava saindo do país. Sendo assim, a fábrica de Iracemápolis, interior de São Paulo, terá seu fim. Essa filial era responsável pela produção de carros de luxo.

Entretanto, a alemã mantém as unidades de São Bernardo do Campo (MG) e de Juiz de Fora (MG). Ambas são responsáveis pela produção de caminhões, chassis de coletivos e cabines de grandes veículos.

Os motivos são os mesmos: desvalorização do real, reestruturação das companhias e, sobretudo, impactos da crise de COVID-19.

Somente uma pausa?

Com a chegada da segunda onda da COVID-19 no Brasil, o setor automobilístico solicitou que as fábricas interrompessem suas atividades por pelo menos duas semanas.

Dessa maneira, a Honda, Mercedes-Benz, Nissan, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo, atenderam ao pedido. A medida almeja preservar seu pessoal nesse período de alto contágio no país.

Mas também existem outros motivos por trás dessa decisão. A indústria de peças está passando por um período de escassez de produtos. Além disso, a atual crise econômica impacta no potencial de compra de carros, deixando o comprador em dúvida sobre adquirir bens de consumo de valor mais elevado.

Assim, algumas empresas estão decretando férias coletivas, de modo que crie espaço para que os as produções voltem aos trilhos. Tal medida também ajuda a impedir ações mais extremas como demissões em massa ou encerramento total de atividades no país, como ocorreu com a Ford.

Vale ressaltar que até o presente momento, essas empresas ainda possuem planos de voltar a produzir no Brasil. A única que decretou a saída oficial foi a Ford. Porém, com os impactos econômicos e operacionais que atingem o setor, a situação é exige atenção.

Com as montadoras saindo do Brasil, resta mensurar os abalos econômicos e tentar assegurar novas ocupações para aqueles que perderam as suas.