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Recursos Humanos, Treinamento e Desenvolvimento

Título - E ENTÃO VOCÊ ASSUMIU A GERÊNCIA DE TREINAMENTO?

L. A. Costacurta Junqueira

Acabou de ser promovido a Gerente de Treinamento? Já trabalha há algum tempo na área e quer fazer algo novo? Foi recentemente admitido como Analista de Treinamento na Empresa?

As três situações possuem algo em comum: a necessidade de mostrar resultados a curto prazo, de fazer algo importante para a organização e de ficar bem visível como um profissional que agrega valor para a empresa.

O propósito deste artigo é apresentar algumas idéias de como agir estratégica e operacionalmente para fazer face às situações descritas.

Qual é o meu novo papel?

A visão mecanicista, em rápida extinção nas empresas, é de áreas especialistas, pesadas, um tanto quanto burocratizadas, lentas em dar respostas e afastadas de seus clientes. A Gerência de Treinamento tem um papel renovado: contribuir para os resultados do negócio, para um ambiente motivador ao desempenho e para o estímulo a ações inovadoras e criativas. E esse deve ser o crivo pelo qual você deve avaliar todos os seus projetos e iniciativas:

contribui para resultados?

contribui para o clima interno?

contribui para a inovação?

contribui para implementar diferenciais competitivos?

Se houver respostas claras que possam ser demonstradas à Direção, com certeza será um projeto bem sucedido.

 

Por onde começar? O que fazer?

O primeiro passo é ter clareza de onde queremos chegar, de quais são as intenções do projeto, para então avaliar as diversas alternativas de ação. O critério básico para definir prioridades é escolher programas que produzam resultados mensuráveis com impacto significativo para o negócio.

Eis nossas sugestões

  • Pense em projetos, que possam ser desenvolvidos no curto prazo e com grande impacto em termos de benefícios para o negócio
  • Não pense em cursos/seminários; pense em problemas a resolver ou melhorias a concretizar
  • Para identificar problemas/melhorias, consulte o cliente externo (quase sempre esquecido); no contato com clientes internos dê prioridade às áreas - fim, onde qualquer ação tende a repercutir mais diretamente no negócio (e mais rapidamente também)
  • Não confie apenas nos seus contatos para identificar alternativas de programas, consulte Anuários, Guias e Banco de Dados existentes, por exemplo WEC (041) 336-3266, ou ABRH (011) 256-0455
  • Escolha programas usando o critério "Eu pagaria por eles se o dinheiro fosse meu?"; busque alternativas que produzam benefícios tangíveis (aumento de faturamento, redução de despesas, que tragam novos clientes), que contribuam para o clima motivacional (redução de turn-over, maior, satisfação interna) e que tragam inovações diferenciais em relação à concorrência/melhorias de processo, de tecnologia)
  • Escolha programas de duração mais curta, 2 a 3 dias no máximo
  • Mesmo correndo o risco da receita de bolo, alguma sugestões para primeiros programas:

Diferenciais competitivos para os gerentes

Ser mais competente como gerente do que como técnico

Administrando processos de mudança e transformação

Negociando para administrar conflitos

Transformando gerentes em empreendedores

Liderança do trabalho em equipe

  • Pense no day after do treinamento, construindo pontes efetivas durante o curso/seminário, para que as pessoas possam aplicar no seu dia-a-dia o que aprenderam e vivenciaram
  • Considere que todo treinamento é feito para produzir mudanças, e que nem todos os participantes têm condições imediatas de mudar, demandando apoio individual no pós-seminário/curso

Como fazer?

Muitas vezes o Gerente de Treinamento dá muita ênfase no "O Que fazer?", em detrimento do "Como fazer?". O melhor produto do mundo não resiste a uma apresentação inadequada, ou uma entrega ao cliente de algo que não atende às suas necessidades.

Eis nossas sugestões

  • Não gaste toda sua verba no evento propriamente dito (seminário, palestra, etc.); reserve parte do seu dinheiro para a preparação (definição de metas de processo e produto, adequação dos objetivos e conteúdo, etc.) e para o acompanhamento (mensuração de resultados quanto a processo e produto, benefícios para o negócio, etc.). A idéia é ficar no 20% - 60% - 20% como referência.
  • Pense um pouco no marketing de seu evento; procure torná-lo algo diferente especial. Faça um bom folheto, um fax caprichado para convidar seu cliente. Lembre-se da velha regra: "Um bom produto ficará melhor com uma bela embalagem".
  • Seja rigoroso na definição de metas de processo (aprendizagem - foco no indivíduo) e produto (benefício para a organização); ambas devem ser expressas em números para facilitar a comparação do antes/depois do evento (o dinheiro para o próximo evento virá com mais facilidade)
  • Uma boa metodologia deve integrar dimensões como novas tecnologias e informações, mudanças comportamentais necessárias e conhecimento do negócio; o equilíbrio entre tais dimensões é o segredo. Ao escolher Consultores, dê a eles a chance de conhecer o mínimo sobre o negócio de sua empresa; descarte os que não estiverem dispostos a fazer isso
  • Um bom programa de treinamento deve equilibrar bem os segmentos conceituais e vivenciais. temas pesados podem e devem ser tratados de forma leve e bem humorada, criando assim as condições ideais para a sua posterior implantação
  • Tenha especial atenção a alguns dos pequenos detalhes que podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso de um programa:

Cumprimento dos horários

Limpeza e arrumação do local

Refeições leves e bem equilibradas

Qualidade do material didático a ser distribuído

Retroprojetor limpo, bem focado, com tela visível a todos

Vídeos testados

Iluminação e ventilação

Conforto das cadeiras e mesas

Número e tipo de participantes

  • O grande segredo talvez seja fazer o participante de um programa fechado sentir-se como se estivesse num evento aberto. (incluindo aí algumas pequenas mordomias)

Em resumo

Cada vez mais as empresa precisam lidar com mudanças, transformações rápidas e profundas, e a área de Treinamento tem uma contribuição efetiva a dar nesse sentido.

Procure não adivinhar o que seu cliente precisa, habitue-se a perguntar a ele o que quer. Evite posturas de controle, você está ali para ajudar.

As oportunidades estão aí. Esse é o seu mercado, esse é o seu cliente! Dê sua contribuição e muitas portas se abrirão para você.

Consultor -  L A COSTACURTA JUNQUEIRA / VICE PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO

 

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